domingo, 8 de outubro de 2017

PROPÓSITO E CONSELHO DE DEUS, O

PROPÓSITO E CONSELHO DE DEUS, O – J. N. Darby disse: "O propósito é a intenção da Sua vontade, e o conselho é a sabedoria que Ele emprega para realizá-lo" (The Christian Friend, vol. 9 [1882], p.221). W. Scott disse que o propósito "refere-se ao fato abençoado de que Deus em Si mesmo, no exercício da Sua própria vontade divina e soberana, concebeu um sistema de governo e glória para ser exibido nos próximos séculos". Ele também disse que "conselho é um termo que indica a forma, os meios e o método para realizar esse propósito" (Doctrinal Summaries, p. 46; Truth For The Last Days, vol. 2, p. 166). G. Davison disse: "O termo "conselho eterno" nunca é mencionado nas Escrituras, mas "propósito eterno" é [Efé 3:11] ... Propósito requer conselho e disso provém os caminhos de Deus. Ainda não encontrei  Escritura conectando propósito com os caminhos de Deus, mas temos pelo menos duas conectando Seus caminhos com Seu conselho (Atos 2:23; Efé. 1:11)... Propósito é o objetivo que Deus tem diante de Si; Pessoas divinas tomaram conselho quanto a como o propósito deveria ser assegurado; e os caminhos de Deus estão trazendo tudo a efeito" (Precious Things, vol. 4, p.221).

TERRA PROFÉTICA, A

TERRA PROFÉTICA, A – Essa expressão não é encontrada na Escritura, mas o que ela transmite certamente é. É uma expressão que os professores bíblicos deram a uma esfera específica na Terra, onde muito da profecia será cumprida, particularmente em conexão com a besta romana.
Na verdade, existem três esferas na Terra onde a profecia será cumprida. Esses são círculos concêntricos, cada um com uma abrangência mais ampla, e cada um tem deferentes graus de luz de Deus e, portanto, estão num nível diferente de responsabilidade para com Deus. Esses são:
o    A "terra" [land] – A parcela da terra que foi prometida a Abraão e seus descendentes – a herança total de Israel, cobrindo cerca de 770 mil quilômetros quadrados de terra. (A versão King James traduz equivocadamente isso como a "terra" [Earth] em muitos lugares e, portanto, o aluno profético precisará consultar uma tradução mais crítica, como J. N. Darby, em Isaías 26:18; 28:22; Mateus 24:30, etc.). Este é o círculo menor.
o    A "terra" [Earth] – A porção da terra onde o antigo Império Romano exerceu no passado sua autoridade, e onde o Império romano revivido sob a Besta também terá seu território no futuro. Inclui "a terra", mas também engloba a Ásia Menor e Europa Ocidental. Alguns acreditam que, uma vez que a América tem sido amplamente povoada por pessoas que saíram da Europa (Dan 2:43), que os Estados Unidos e o Canadá poderiam fazer parte desta esfera. Esta área é referida pelos professores da Bíblia como "a Terra profética", ou "a Terra romana", ou "a Terra profética ocidental". Ela é mencionada 14 vezes no Apocalipse 8-9, pela expressão "a terceira parte". "A quarta parte da terra" é uma parte restrita da Terra profética – a Europa Ocidental (Apocalipse 6:8).
o    O "mundo" [world] – Esta é uma esfera mais ampla ainda, cobrindo todo o globo, considerando também as nações periféricas.
Os três desses termos ocasionalmente aparecem em uma passagem da Escritura – Isaías 18:2-3; 24:1-6; 26:9-10, 18-19.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

PROFECIA

PROFECIA – Existem dois tipos de profecias mencionadas no Novo Testamento:

o    Profecia que prediz eventos futuros e também transmite revelações de Deus aos santos (Atos 11:28; 21:10-11).
o    Profecia que diz a mente de Deus da Palavra de Deus de tal maneira que resulte na "edificação, exortação e consolação" dos santos (1 Coríntios 14:1, 3).


O primeiro deles era encontrado nos primeiros dias da Igreja, mas quando as Escrituras do Novo Testamento foram concluídas, este aspecto da profecia não continuou. A Igreja foi edificada "sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas" (Efésios 2:20; 3:5). Uma vez que o fundamento foi estabelecido, esses dois dons fundamentais não foram mais dados à Igreja por Cristo. No entanto, ainda temos seu ministério fundamental em seus escritos inspirados no Novo Testamento. O segundo tipo de profecia ainda tem a sua função hoje em dia.

O SACERDÓCIO DE CRISTO, O

O SACERDÓCIO DE CRISTO, O – Essa é uma das duas funções que compõem o presente trabalho do Senhor nas alturas para o Seu povo – Seu sacerdócio e Sua advocacia. Ambos têm a ver com a intercessão (Romanos 8:34), mas de diferentes maneiras:

o    Sua intercessão como Sacerdote tem que ver com a manutenção de Seu povo no caminho da fé para que eles não falhem (Heb. 7:25).
o    Sua intercessão como Advogado entra em operação se e quando eles falham no caminho da fé e precisam ser restaurados (Lucas 22:32; 1 João 2:1-2).

Quanto ao sacerdócio do Senhor, Ele intercede para nos ajudar no caminho. O efeito de Sua obra de intercessão é que somos mantidos no caminho certo e, portanto, são salvos dos perigos espirituais no caminho (Heb. 7:25). Como nosso Sumo Sacerdote, Ele Se simpatiza com nossas fraquezas e enfermidades, mas não com os nossos pecados (Hebreus 2:17-18; 4:14-16).
Muitos têm se perguntado por que qualquer um do povo do Senhor falha quando eles têm o Senhor intercedendo por eles para que eles não falhassem? Eles ficam perplexos porque nosso fracasso no caminho certamente não poderia ser devido a uma falha em Sua obra sumo sacerdotal. R. F. Kingscote escreveu ao Sr. Darby perguntando sobre isso e ele respondeu: "Intercessão é um termo geral, usado mesmo do Espírito Santo em nós (Rom. 8); mas o sacerdócio (em Hebreus) é com Deus, para misericórdia e graça para ajudar em tempo de necessidade: advocacia é com o Pai para restaurar a comunhão quando pecamos. Você não tem o sacerdócio por pecados em Hebreus porque o adorador, uma vez purificado, não tem mais consciência de pecados. Isso responde suas três primeiras perguntas, só não o final da terceira; ‘Por que falhamos? É porque faz parte do governo de Deus em nos ter responsavelmente exercitados, embora não sem graça suficiente para nós e o poder aperfeiçoado na fraqueza. Mas se esquecemos nossa fraqueza e dependência, também esquecemos a graça e estamos a caminho de uma queda. Veja o caso de Pedro, o Senhor não pediu que ele não fosse peneirado; Ele queria isso. O mal não está na queda, por mais dolorosa que seja, mas no estado que ela se manifesta. Deus pode permiti-la para que possamos aprender isso" (Letters, vol. 2, pág. 274).

Assim, se o nosso estado é baixo e não estamos ouvindo a voz do Senhor a esse respeito, Ele pode nos permitir aprender dependência através de um fracasso humilhante. Assim, em certas ocasiões, ele pode deixar de interceder em Sua forma habitual. No caso de Pedro, o Senhor não orou para que ele não caísse, mas quando ele caísse, para que sua fé não desfalecesse (Lucas 22:32). Sua intercessão levou à restauração de Pedro. Assim, para ganhar com a intercessão sacerdotal do Senhor, devemos ser responsavelmente exercitados a "por Ele" nos achegar "a Deus" (Heb 7:25), o que implica expressar dependência em oração. Se habitualmente negligenciarmos isso, não podemos esperar ser mantidos.

SACERDÓCIO DOS CRENTES, O

SACERDÓCIO DOS CRENTES, O – Há três esferas de privilégio e responsabilidade que os Cristãos têm na casa de Deus – sacerdócio, dom e ofício.
Quanto ao sacerdócio dos crentes, o livro do Apocalipse nos ensina que todos os Cristãos são "sacerdotes para Deus", e que foram feitos assim pela obra consumada de Cristo na cruz (Apocalipse 1:6; 5:10) . O apóstolo Pedro confirma isso, ao dizer que somos um "sacerdócio santo" que tem o privilégio de "oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis ​​a Deus por Jesus Cristo" (1 Pedro 2:5, 9). Como todos somos sacerdotes, a epístola aos Hebreus exorta os Cristãos como um todo a aproximar-se de Deus dentro do véu (no santo dos santos) e a se engajar em algo que apenas os sacerdotes podem fazer (Heb 10:19-22). Tal exortação não foi dada a nenhum outro senão a aqueles que são sacerdotes. Além disso, o fato de que esta epístola diz que o Senhor é "um Sumo Sacerdote" implica que há um grupo de sacerdotes debaixo dEle.

Uma vez que a Escritura ensina que todos os Cristãos são sacerdotes e que todos os irmãos têm o mesmo privilégio de exercer seu sacerdócio publicamente na assembleia, em reuniões para adoração e oração, precisamos apenas esperar no Espírito de Deus para liderar as orações e louvores dos santos. Se permitirmos que Ele conduza na assembleia, em Seu legítimo lugar, Ele guiará um e outro irmão para expressar audivelmente a adoração e louvor como a boca da assembleia. Claro que o exercício das funções sacerdotais não se limita à assembleia, mas também pode ser exercido em particular, em qualquer lugar e a qualquer momento.

PREDESTINAÇÃO

PREDESTINAÇÃO – Isto tem a ver com a soberania de Deus ao pré-organizar o destino daqueles a quem Ele escolheu para a benção (Romanos 8:29; Efésios 1:5 - "nos marcou de antemão" J.N.Darby). A eleição está intimamente relacionada com a predestinação, mas não são a mesma coisa. A diferença é:

o    "Eleição" tem a ver com pessoas selecionadas (Romanos 11:5, 7, 28; 1 ​​Tessalonicenses 1:4; 2 Pedro 1:10).
o    "Predestinação" tem que ver com o lugar (o destino) que foi selecionado para essas pessoas (Romanos 8:29-30; Ef. 1:5, 11).


A Bíblia ensina que Deus predestinou o justo à bênção, mas não há uma Escritura que declare que Ele predestinou pessoas para uma eternidade perdida. Deus ama todos os homens, "não querendo que nenhum pereça" (2 Pedro 3:9 RA; 1 Timóteo 2:4). Romanos 9:22 fala de homens que são "vasos de ira preparados para perdição", mas Deus não os preparou como tais; Eles se prepararam a si mesmos por sua própria incredulidade.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

PERFEIÇÃO

PERFEIÇÃO – A palavra "perfeito" significa o que está totalmente desenvolvido e completo. É aplicado aos Cristãos de três maneiras:
o    Quanto à nossa presente posição diante de Deus.
o    Quanto ao nosso estado prático.
o    Quanto à nossa condição final.

1)       PERFEITO EM POSIÇÃO – No momento em que alguém crê no evangelho de sua salvação, ele é selado com o Espírito Santo (Efésios 1:13) e tem uma posição diante de Deus "em Cristo" que é perfeita. Essa posição não será mais perfeita quando da sua entrada nos céu. Ele é "aceito" diante de Deus como Cristo é, pois está no lugar de Cristo perante Deus (Efésios 1:6). Isto foi feito possível pela oferta única de Cristo. A Escritura diz: "Com uma só oblação (oferta), aperfeiçoou para sempre (em perpetuidade) os que são santificados" (Hebreus 10:14). Esta perfeição envolve a consciência sendo "purificada" pela qual o crente sabe que seus pecados foram tratados com justiça e se foram (Heb 9:14). É algo que as ofertas no judaísmo não poderiam fazer (Heb 9:9; 10:1), mas essas ofertas apontaram para a única oferta de Cristo que resolveu a questão do pecado diante de Deus para sempre (Heb 10:1-18). Conhecer isso torna o crente um adorador na presença imediata de Deus (Heb 10:19-22).

2)       PERFEITO EM ESTADO – A Escritura também fala do fato de o crente ter sido "perfeito" quanto ao seu estado prático. A perfeição neste sentido tem a ver com a maturidade cristã – ou seja, um crente atingindo o crescimento completo. O grande fardo do apóstolo Paulo no ministério era apresentar os santos "perfeitos em Cristo Jesus". Ele diligentemente se esforçou em "ensinar" e em oração para esse fim (Col. 1:28-2:1; 1 Tess. 3:10; 2 Cor. 13:9, 11). Epafras também é mencionado como orando pelos santos que eles fossem "perfeitos" dessa maneira (Col. 4:12).
Há uma série de áreas onde os cristãos precisam estar "perfeitos" nesse sentido (2 Pedro 3:18):

Aperfeiçoando o Foco de Nossos Corações (Filipenses 3:13-15) – Em Filipenses 3, vemos a vida de Paulo focada em "uma coisa" – Cristo e Seus interesses. Ele prosseguiu "para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação". (O "alvo" no caminho da fé é alcançar a Cristo no alto, o "prêmio" no final do caminho é estar com Ele e ser como Ele em glória.) Todas as energias de Paulo foram canalizadas para aquela busca que o absorveu totalmente. Cristo tinha capturado seu coração, e tudo o que ele queria era mais dEle. Assim, todos os outros interesses, ambições e buscas na vida foram considerados estranhos e foram deixados de lado (Filipenses 3:4-8). Ele disse que tantos quantos tivessem esse "esse sentimento" eram "perfeitos". Assim, um cristão completamente maduro, no que diz respeito ao seu foco, é aquele que persegue uma coisa em sua vida – Cristo na glória e os Seus interesses na Terra.
Aperfeiçoar o foco de nossos corações é uma das primeiras coisas que Deus trabalha em nós depois de nos tornarmos Cristãos. Tem muito a ver com nossas prioridades. Antes que uma pessoa se salve, geralmente ela está absorvida em algum aspecto do mundo e na busca de certos objetivos terrestres. Mas quando ela se converte para Cristo, e deixa as ambições e os objetivos terrenos que uma vez capturaram sua atenção, ela alcançou a perfeição Cristã nesse sentido. Uma consequência de ter nossos corações focados nessa "uma coisa" é que nos tornamos Cristãos devotos. Zelo e energia nas coisas de Deus são o que caracterizará nossas vidas. Com Paulo, isso foi uma coisa imediata em sua vida (Atos 9). No entanto, com a maioria dos crentes, é um processo, e é triste dizer, muitos nunca alcançam esse nível de maturidade Cristã. Paulo bem compreendeu que o desenvolvimento espiritual é uma coisa progressiva e afirmou que aqueles que estavam sentindo "alguma coisa doutra maneira" (aqueles que não estavam tão focados como ele estava), Deus lhes revelaria que a busca de Cristo era a realmente a única busca que vale a pena ter na vida (Filipenses 3:15). Paulo estava confiante de que, à medida que avançavam na vida Cristã e cresciam em graça, teriam menos interesses estranhos, e Cristo Se tornaria o único objetivo.

Aperfeiçoando o Nosso Entendimento da Revelação Divina – Paulo disse aos coríntios: "Adultos [perfeitos] em entendimento" (1 Coríntios 14:20). A perfeição, esse sentido, tem a ver com a nossa compreensão da revelação da verdade Cristã. Isso mostra que Deus não quer que sejamos Cristãos devotos apenas, mas Ele quer que também sejamos Cristãos inteligentes. Para este fim, Ele nos trouxe para o lugar favorecido de "filiação" (Efésios 1:5) e "Ele fez abundar para conosco em toda a sabedoria e prudência [inteligência], descobrindo-nos o mistério da sua vontade" (Efésios 1:8-9). Isso nos foi revelado nas Escrituras do Novo Testamento – particularmente em Efésios e Colossenses. Se absorvermos a verdade por meio de um estudo diligente (1 Timóteo 4:6; 2 Timóteo 2:15), obteremos um conhecimento prático da verdade, e assim nos tornaremos "adultos [perfeitos]" neste sentido (Heb 5:14). Como tal, seremos homens de Deus que podem ser usados por Deus na obra do Senhor (2 Timóteo 3:16-17). Poderemos nos levantar para a defesa da fé e, de forma inteligente, "responder com mansidão e temor a qualquer" que nos pede a "razão da esperança" que temos em Cristo (1 Pedro 3:15, Judas 3).
O escritor da epístola aos hebreus exortou os santos a "prossigamos até a perfeição" nesse sentido (Heb. 6:1). Para fazer isso, ele lhes disse que não deveriam voltar para a posição judaica do Antigo Testamento de onde vieram, mas "prosseguir" dos princípios do reino os quais o Senhor ensinou nos Evangelhos sinópticos – que ele chama "a doutrina dos princípios elementares de Cristo" (Trad. Brasileira) – até ao "completo crescimento" (Trad. J.N. Darby) no Cristianismo, que é a verdade apresentada nas Epístolas. Esses crentes hebreus estavam, por assim dizer, em uma ponte que se estendeu do Judaísmo ao Cristianismo. Ele exortou-os a não voltarem na ponte para o terreno do Antigo Testamento (o sistema legal do Judaísmo) de onde eles vieram, mas também não permanecer na ponte abraçando apenas a verdade que havia sido manifestada pelo ministério do Senhor (João 14:25 – "estas coisas" Trad. Brasileira). Ele queria que eles continuassem até o pleno Cristianismo, que ele chama de "perfeição". Essa é a verdade encontrada nas Epístolas (João 14:26 - "todas as coisas"). Se eles ficassem onde estavam, na ponte, por assim dizer, em algum lugar entre o Judaísmo e o Cristianismo, isso impediria seu crescimento espiritual e eles permaneceriam como bebês (Heb. 5:11-13).
A necessidade desse trabalho de "aperfeiçoamento dos santos" neste sentido é grande, porque até que sejam estabelecidos na verdade, eles estarão em perigo de serem "levados em roda por todo o vento de doutrina" (Ef. 4:12-14). Na verdade, é a própria razão pela qual Cristo deu "dons" de edificação à Igreja – pastores, mestres, profetas, etc. (Efésios 4:11). Se aproveitarmos o seu ministério, "prossigamos até a perfeição" em nossa compreensão da revelação Cristã. Mesmo que possamos não ser dotados no ensino, ainda assim podemos ajudar os outros a entender "com mais precisão o Caminho de Deus". Isto é o que Áquila e Priscila fizeram por Apolo (Atos 18:24-28).

Aperfeiçoando a Santidade em Nosso Andar (2 Coríntios 6:14-7:1) – Deus não quer que sejamos apenas devotos e inteligentes, mas também santos (na prática). Assim, a perfeição também é usada na Escritura em conexão com o andar em santidade do crente. Em 2 Coríntios 6:14-7:1, o apóstolo Paulo indicou que aperfeiçoar a santidade em nossas vidas tem duas partes: há o lado externo envolvendo separação de coisas externas e pessoas do mundo (2 Coríntios 6:14-18) E, também, há o lado interno de se livrar de hábitos e caminhos impuros pelo julgamento de nós mesmos na presença do Senhor (2 Coríntios 7:1). Ter o exterior sem o interior é hipocrisia (Salmos 51: 6).
A roupa do sacerdote do Antigo Testamento, que era feita de linho, ilustra (tipicamente) o equilíbrio adequado dos dois lados (Ex. 28:39-43). "Linho" fala de justiça e pureza práticas. Os sacerdotes usavam "túnicas de linho" (roupa exterior), que falam de pureza externa diante dos olhos dos homens, mas usavam "calções de linho" sob suas túnicas as quais ninguém via, senão Deus. Ele nos fala da pureza interior. A perfeita santidade em nosso andar e caminhos nos faz Cristãos santificados.

Aperfeiçoando o Amor de Deus em Nossos Corações (1 João 2:5; 4:11-12) – Uma parte importante para se atingir a maturidade Cristã tem a ver com o amor de Deus sendo aperfeiçoado em nós, de modo que amamos como Deus ama. Isso é visto em perfeição na vida do Senhor Jesus. Ele demonstrou perfeitamente o amor de Deus. Aqueles que têm o amor de Deus aperfeiçoado neles amarão como Cristo amou. Isso se manifestará praticamente de várias maneiras. Será visto em obediência genuína à Palavra de Deus: "qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado" (1 João 2:5). Será visto em nosso amor uns pelos outros: "se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado" (1 João 4:12 – Trad. JFA RA). Será visto em nossa vontade de caminhar juntos em unidade: "para que eles sejam perfeitos em unidade" (João 17:21-23). Será visto no controle da nossa língua: "se alguém não tropeça em sua palavra, é um homem perfeito" (Tiago 3:2 – Trad. Brasileira). Será visto em nossa benevolência para com os pobres e necessitados: "Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres" (Mat. 19:21; 1 João 3:17). Muitas vezes, Deus usará provações para desenvolver essas coisas em nós (Tiago 1:4).

Aperfeiçoando nossas obras de serviço – Nosso serviço para o Senhor é amplo e variado, mas todos temos algo a fazer por Ele, pois não há zangões na colmeia de Deus. Ao caminhar com o Senhor e crescer, nosso serviço para Ele deve se desenvolver proporcionalmente. Quanto mais amadurecemos nas coisas de Deus, mais nossa eficiência no serviço do Senhor aumentará – produzindo "um a trinta, outro a sessenta, outro a cem" (Marcos 4:20). O escritor de Hebreus orou pelos santos para este fim (Heb 13:20-21).

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Um perfil bíblico de um Cristão maduro (perfeito) é o seguinte:

o    Ele tem um único interesse na vida – Cristo (Filipenses 3:13-15).
o    Ele come carne e não apenas leite (Heb. 5:11-12).
o    Ele caminha em separação do mundo (2 Coríntios 6:14-17).
o    Ele julga a si mesmo (2 Coríntios 7:1).
o    Ele deixou o judaísmo e todos os seus princípios (Heb 6:1-4).
o    Ele é governado por genuína obediência (1 João 2:5).
o    Ele tem um profundo amor pelos outros (1 João 4:11-12).
o    Ele está menos ansioso na provação (Tiago 1:2-4).
o    Ele controla sua língua (Tiago 3:2).
o    Ele é generoso com suas posses (Mateus 19:21).
o    Ele mantém o passo com seus irmãos (João 17:21-23).
o    Seu serviço é de acordo com a mente de Deus (Heb 13:21).

3)        PERFEITO NA CONDIÇÃO FINAL – O aperfeiçoamento da consciência do crente é o início da obra de Deus de aperfeiçoar os santos. A conclusão da obra tem a ver com a glorificação dos corpos dos santos (Romanos 8:17, 30; Fil 3:12; Hebreus 11:40; 12:23). Isso inclui a erradicação da natureza caída do pecado – a carne (1 João 3:2). O Senhor experimentou ser feito "perfeito" em Seu corpo quando ressuscitou dentre os mortos (Lucas 13:32; Heb. 5:9). No entanto, Ele não precisava erradicar a natureza caída do pecado porque não tinha uma natureza caída.
Em Hebreus 11, o escritor menciona muitos santos do Antigo Testamento que há muito haviam saído desta cena e estão agora com o Senhor. Ele conclui dizendo: "Eles (os santos do Antigo Testamento) sem nós (os santos do Novo Testamento) não fossem aperfeiçoados". Assim, a obra do Senhor de aperfeiçoar os santos de todas as épocas anteriores (assim como os Cristãos) nesta última forma acontecerá ao mesmo tempo. Isto, nós sabemos, será na vinda do Senhor – o Arrebatamento (1 Tessalonicenses 4:15-18). Naquele momento, o "corruptível" se revestirá de "incorrupção". Isto se refere aos santos que adormeceram. Eles serão ressuscitados em um estado glorificado. Além disso, nesse mesmo momento, o "mortal" se revestirá de "imortalidade". Isto se refere aos santos vivos sendo transformados em um estado glorificado (1 Cor. 15:51-57).
Por isso, todo crente experimentará duas vivificações: a primeira é a vivificação de sua alma e espírito quando ele é trazido da morte para a vida pelo poder de Deus (Efésios 2:5; Col. 2:13), e a segunda é a vivificação em seu corpo, que ainda vai ocorrer na vinda do Senhor (Romanos 8:11