terça-feira, 18 de outubro de 2016

EXPIAÇÃO

EXPIAÇÃO – Este termo não é encontrado no Novo Testamento, mas a sua verdade certamente é. Aqueles que ensinam sobre a bíblia usam a palavra “expiação”, fazendo referência à obra que Cristo realizou na cruz na aniquilação do pecado(s) pelo sacrifício de Si mesmo (Heb. 9:26).
         A palavra ”expiação” (“kaphar” em hebraico) significa cobrir (Lev. 16:6, 10-11, 16-18, 27, etc.). Os sacrifícios pelo pecado no Antigo Testamento fizeram isso, ”cobriram” os pecados do povo diante de Deus (Sl. 32:1). Mas esses sacrifícios não poderiam “tirar” pecados (Heb. 10:4). Isso exigiu um sacrifício infinitamente maior do que os “dos touros e dos bodes”. Hoje, por conta da obra consumada de Cristo na cruz, os pecados daqueles que creem são “aniquilados” (Heb 9:26) e “tirados” (1 João 3:5). Por causa da obra concluída por Cristo, que consumou muito mais do que fornecer uma cobertura para o pecado, a palavra “expiação” aparece no Novo Testamento, quando a morte de Cristo está sendo considerada. As duas partes de Sua obra consumada estão centradas em:

1 – PROPICIAÇÃO – atende às santas reivindicações de Deus contra o pecado.
2 - SUBSTITUIÇÃO – atende à nossa culpa.

1) PROPICIAÇÃO - (Rm 3:25; Hb 2.17; 1 João 2:2; 4:10) refere-se ao lado do sofrimento e morte de Cristo que a natureza santa de Deus reivindicou, tendo Cristo concedido uma satisfação completa às reivindicações da justiça divina. Esse é o lado de Deus na obra de Cristo. Ela foi realizada para “todo o mundo” (1 João 2:2) e para “toda” a humanidade (Rom 3:22; 2 Cor 5:15; 1 Tm 2:6), e, assim, fez com que todo o mundo possa ser salvo.
                Em Romanos 3:25, J.N. Darby traduz “propiciação” como "propiciatório". O sentido dado pelo apóstolo Paulo nesse versículo é que Deus estabeleceu Cristo como o Propiciatório no testemunho do evangelho. O propiciatório no sistema de sacrifício do Velho Testamento era o lugar onde Deus Se encontrava com o Seu povo com base no sangue de uma vítima – o sacrifício (Êx. 25:21-22; Lev 16:14). O sangue sobre o propiciatório ilustra (tipicamente) o que o evangelho anuncia - que a propiciação foi feita. Cristo glorificado nas alturas agora é o divino Lugar de reunião para que todos no mundo venham e sejam salvos. Ele não está na cruz hoje, mas está ressuscitado e sentado em glória nas alturas, como um Objeto de testemunho para que todos possam crer. Assim, o pecador que deseja ser salvo não vem a um Salvador morto na cruz, mas a um Salvador ressuscitado e assentado nas alturas. Os apóstolos pregaram Cristo como tal (um Salvador ressuscitado) por todo o livro de Atos (Atos 4:10-12; 5:29-32; 10:38-43; 13:22-39; 16:31).

2) SUBSTITUIÇÃO - (1 Pedro 3:18 – “o Justo pelos injustos”). Refere-se à parte da obra de Cristo na cruz que trata com o fato de Ele ter assumido nossa posição de culpados sob o julgamento de Deus, e assim suportado os nossos pecados em Seu próprio corpo sobre o madeiro (1 Pedro 2:24). Propiciação é para todo o mundo (1 João 2:2), mas a substituição só se aplica para aqueles que creem. A palavra “substituição” não está na Bíblia, mas a sua verdade é encontrada em muitos lugares. Por exemplo, quando o lado do crente na obra de Cristo está sendo visto (substituição) as Escrituras dizem “muitos” – referindo-se aos muitos que acreditam (Isa 53:11-12; Mat 20:28; 26:28; João 17:2; Rom 5:19; Heb 2:10; 9:28). Ou, ela dirá, “nos”, “nosso” ou “nós” - novamente referindo-se a esse mesmo grupo de crentes (Rom 4,25; 1 Cor. 15:3; 1 Pedro 2:24; Apo 1:5, etc.). Isaías 53 menciona dez vezes a obra substitutiva de Cristo - versos 5 (quatro vezes), 6, 8, 10, 11, 12 (duas vezes).
Um erro frequente na pregação de hoje é contar aos pecadores perdidos que Cristo morreu pelos pecados deles. Se esta afirmação errônea for desenvolvida até sua conclusão lógica, faz Deus ser injusto em Seu trato com os homens! Se de fato Cristo suportou o julgamento pelos pecados de todos os homens, então Deus não julgaria nenhum pecador por seus pecados, porque o preço teria sido pago por eles. Portanto, é incorreto anunciar para um público de incrédulos que Cristo morreu pelos seus pecados, ou que Cristo levou seus pecados. Ele só levou os pecados daqueles que creem - os "muitos" (Isa 53:12; Heb 9:28). Dessa ideia errada vem o pensamento de que no dia do juízo, Deus não julgará o incrédulo por seus pecados, porque isso foi resolvido na cruz. A questão naquele dia (eles pensam) será simplesmente se uma pessoa recebeu a Cristo ou não. Se eles não O receberam pela fé, eles serão julgados com base nisso, como os que rejeitaram a Cristo. Isso, no entanto, não é a verdade da Escritura que diz que os perdidos serão julgados “segundo as suas obras” (Ap 20:12-15). Como regra geral, no evangelho devemos pregar propiciação para o mundo (1 Tim. 2:6), e aos pecadores que crerem na mensagem da graça de Deus, nós devemos ensinar a verdade da substituição para que tenham paz.


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Romanos 3:25 mostra o lado de Deus na obra de Cristo na cruz, enfatizando a propiciação, enquanto Romanos 4:25 mostra o lado do crente na obra de Cristo na cruz, enfatizando a substituição. Em 1 Pedro 3:18, o Apóstolo Pedro liga estas duas verdades, e então acrescenta a elas a verdade da reconciliação. Ele disse: “Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados (propiciação), o Justo pelos injustos (substituição), para levar-nos a Deus (reconciliação).
As duas partes da expiação são ilustradas nos sacrifícios feitos no Dia da Expiação. Ela foi primeiramente feita para a casa de Aarão (Lev 16:11-14), que tipifica a Igreja como um grupo de sacerdotes (1 Pedro 2:5; Apo 1:6). E, em seguida, para a casa de Israel (Lev 16:15-22), que é uma figura do remanescente de Israel entrando na bênção da obra de Cristo na cruz em um dia vindouro (Rom 11:26). A sequência desses eventos é significativa e indica que a Igreja entra no bem da expiação que Cristo fez na cruz antes do remanescente de Israel entrar. Embora a expiação tenha sido feita duas vezes no capítulo (em favor desses dois grupos), ela tipificava a obra única de expiação que o Senhor fez na cruz.
Em cada um desses sacrifícios são vistas a propiciação e a substituição. No que diz respeito à casa de Aarão, um novilho foi levado ao altar e foi morto, e seu sangue foi espargido “sobre” o propiciatório diante de Deus (vs. 14a). Isso tipifica a propiciação. Em seguida, sete gotas de sangue foram espargidas no solo “diante” do propiciatório, onde os sacerdotes (os filhos de Aarão) ficavam em pé e ministravam (vs. 14b). Isso tipifica a substituição.
No que diz respeito à casa de Israel, um dos dois bodes que tinham sido tomados para o sacrifício foi levado ao altar e foi morto, e seu sangue foi espargido “sobre” o propiciatório. Isso fala de propiciação. Em seguida, o bode vivo que tinha os pecados do povo confessados sobre si, foi enviado para o deserto (v. 21-22). Isso tipifica os pecados dos filhos de Israel sendo confessados (Sal. 69:5) e carregados (Isa 53:12.) por Cristo na cruz, como Substituto deles. Quando o remanescente de Israel vier para receber o benefício dessa obra em um dia futuro, eles vão entender que os seus pecados foram removidos para tão longe quanto o Oriente é do Ocidente (Sal. 103:12). W. Kelly disse: “A expiação consiste em duas partes, unidas para nós no novilho, e para Israel nos dois bodes de Levítico 16, que estabeleceram a parte de Jeová na propiciação e a parte do povo na substituição” (The Bible Herald, vol. 1, p. 234).
                A arca de Noé, que era o meio de Deus salvar Noé e sua família, também tipifica estas duas partes na expiação. Ao fazer a arca, Noé tinha que passar betume nela “por dentro e por fora” (Gên 6:14). “Betume” é a mesma palavra de “atone” em hebraico. Foi o que deixou a arca impermeável à chuva (julgamento) que veio contra ela. Deus viu o betume do lado de fora, e a família de Noé viu o betume do lado de dentro. Isso tipifica propiciação e substituição.

                Embora a Bíblia faça distinção entre os sofrimentos expiatórios de Cristo, Sua morte expiatória, e Seu sangue expiatório, Deus quer que tomemos as três partes como sendo uma obra. Muitos têm caído em graves erros separando-as umas das outras. Como regra geral, devemos distingui-las, mas não separá-las.

ASSEMBLEIA (IGREJA)

ASSEMBLEIA (IGREJA) - A palavra traduzida como “assembleia” (igreja) é “ekklesia” em grego. Isso significa "chamados para fora", e refere-se àqueles que foram chamados juntamente com um propósito. Ela é mencionada uma vez em conexão com os filhos de Israel - um grupo de pessoas chamado para fora do Egito para um relacionamento com o Senhor. Enquanto eles estavam no deserto em seu caminho para a terra de Canaã, Estevão a chamou de “a assembleia no deserto” (Atos 7:38 J.N.D). A palavra "assembleia" também foi usada uma vez em conexão com um grupo de gentios pagãos (incrédulos), que foi convocado para tomar uma decisão sobre o seu negócio (Atos 19:32, 41).
         Todas as outras referências à “assembleia” na Escritura falam de um grupo especial de pessoas que creram no evangelho e assim receberam o Senhor Jesus Cristo como seu Salvador – isto é: os Cristãos. Eles foram ”chamados fora” da massa da humanidade para um lugar especial de favor e bênção diante de Deus, em relação com Cristo, que é “a Cabeça da assembleia” (Ef. 5:23). O termo é usado de duas maneiras em conexão com os Cristãos:
o   Em primeiro lugar, para descrever os crentes no Senhor Jesus universalmente. Trata-se de todos os que creem nEle e são selados com o Espírito Santo, desde o dia de Pentecostes ao Arrebatamento (Mt 16.18; Ef 1:22; 5:25, 29, 32, etc.).
o   Em segundo lugar, para descrever os crentes no Senhor Jesus em sua localidade (em um povoado ou uma cidade), exercendo juntos suas funções como um grupo reunido para adoração e ministério (Mt 18:18; Atos 11:22; 13:1; Rom 16:1, 5; 1 Cor 1:2; Col. 4:15-16.; 1 Tes 1:1, etc.).

É digno de se notar que a Escritura refere-se ao aspecto local da assembleia com muito mais frequência (cerca de 90 vezes) do que o seu aspecto universal (cerca de 20 vezes). Distinguir esses dois aspectos requer simplesmente examinar o contexto da passagem, onde o termo é encontrado.
Um equívoco comum, em conexão com o aspecto local da assembleia, é vê-la meramente como a soma total de todos os crentes em uma determinada cidade ou povoado, mas isso não está correto, pois estaria fazendo a assembleia local ser apenas uma versão resumida do que ela é em seu aspecto universal. Essa definição errônea tem levado à ideia de que hoje não há nada na Terra, em qualquer cidade ou povoado, que possa ser considerada como a assembleia local, porque a Igreja, no seu testemunho, está num estado irremediavelmente dividido. No entanto, a Escritura indica que ainda pode haver uma assembleia local em uma cidade ou povoado, mesmo que nem todos os crentes dessa cidade ou povoado estejam presentes em tal assembleia. A primeira referência na Palavra de Deus a uma assembleia local mostra claramente que são aqueles que têm sido biblicamente reunidos para o nome do Senhor pelo Espírito Santo em uma determinada cidade (Mt 18:15-20.). O Senhor disse, buscando explicar os problemas que poderiam ameaçar a unidade dos santos, que se pode chegar a um ponto onde eles sejam obrigados a falar à assembleia - “dize-o à assembleia (igreja)”, e, portanto, levar ao seu conhecimento a dificuldade apresentada. Segue falando da autoridade da qual a assembleia foi revestida para agir administrativamente na questão, se for necessário (Mat 18:18-19.). E Ele continua a definir o que é uma assembleia local, dizendo: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, aí estou Eu no meio deles”(Mat. 18:20). Então, de uma forma clara, a assembleia local é os santos reunidos ao Seu nome. Mesmo se fossem apenas dois ou três reunidos dessa forma, seria ainda “a assembleia” em uma determinada cidade ou povoado.
Quando olhamos para as outras referências na Bíblia que se referem à assembleia local, vemos que ela se reúne e atua de forma prática, independentemente da presença de todos os cristãos daquela localidade. Ela se reúne para partir o pão (1 Cor 11:18-26) e para ser ensinada pela Palavra de Deus (1 Cor. 14:3-5). A Escritura também indica que a assembleia é algo que um cristão pode não estar nela sempre (1 Cor 14:18-19), e algo do qual uma pessoa pode realmente ser expulsa! (3 João 10) Na verdade, até mesmo incrédulos poderiam ser achados nela se considerarmos esse aspecto da assembleia! (1 Cor 14:23-24). Essas coisas mostram que o aspecto local da assembleia é diferente do seu aspecto universal. Assim, enquanto a assembleia local, em princípio, abrange todos os verdadeiros crentes em uma cidade ou povoado, ela pode não conter todos os crentes naquela localidade de forma prática.
         J.N. Darby disse: “É claro que os cristãos de um determinado lugar, tendo sido reunidos, eram verdadeiramente a assembleia daquele lugar. Mas não era apenas a assembleia que tinha Deus, mas aquela a qual Deus mesmo a tinha; aquela que desfrutava com exclusividade dos privilégios que apenas Ele poderia conceder a ela, por ser Sua assembleia” (Collected Writings, vol. 1, p. 260). W. Kelly disse: "Onde há apenas três reunidos sob os princípios de Deus (isto é, no terreno da igreja), é, se assim posso dizer, igreja, se não a igreja. Se houvesse três mil verdadeiros santos reunidos, mas não sob princípios de Deus, eles não seriam a igreja" (Lectures on Matthew, p. 327). Assim, embora a maioria dos cristãos de uma determinada cidade ou povoado não está reunida ao nome do Senhor, aqueles que estão no verdadeiro terreno da assembleia naquela cidade ou povoado são de propriedade de Deus, e isso por causa da presença de Cristo no meio deles, de acordo com Mateus 18:20.
        Tendo estabelecido este ponto, podemos dizer que é certamente não está conforme com todo o caráter do Cristianismo, que aqueles reunidos ao nome do Senhor se denominem, formalmente, "a assembleia" de tal lugar. Quão inapropriado seria, em um dia de ruína para aqueles assim reunidos, proclamar que eles são a assembleia em uma determinada cidade ou povoado, mesmo que eles possam acreditar verdadeiramente que estejam moralmente nesse terreno. J.N. Darby disse: "É claro que, se dois ou três estiverem reunidos, isto é uma assembleia, e, se estiverem biblicamente reunidos, uma assembleia de Deus; E se não, o que mais seria? Se for a única em determinado lugar, é a assembleia de Deus naquele lugar, mas eu faço uma objeção a se tomar o título para si de forma prática, porque a assembleia de Deus, em qualquer lugar, abrange propriamente todos os santos desse tal lugar, e há um perigo prático para as almas em assumirem esse título e perderem de vista a ruína, e se estabelecerem como sendo algo. ... porém se houver uma assembleia assim estabelecida, e outra for criada pela vontade do homem em independência daquela, apenas a primeira será moralmente, aos olhos de Deus, a assembleia de Deus, e a outra não o será definitivamente, porque ela foi estabelecida em independência da unidade do corpo” (Letters of J.N. Darby, vol. 1, p. 424).

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Quanto ao tempo da chamada e formação da assembleia em seu aspecto universal, a Escritura indica que ela começou com a descida do Espírito Santo do céu, no dia de Pentecostes (Atos 2:1-4), como um novo “começo” nos caminhos de Deus (Atos 11:15). Não foi um avivamento nas relações de Deus com Israel, como foi o caso nos dias de Ezequias e de Josias, mas uma coisa totalmente nova nos caminhos de Deus. Esta coisa nova – a Igreja ou Assembleia - foi formada pelo batismo do Espírito Santo (Mt 3:11; Marcos 1:8; Lc 3:16; João 1:33; Atos 1:5; 11:16; 1 Cor 12:13). (Veja Batismo do Espírito Santo.) A Escritura indica claramente que a Igreja não existia antes desse momento inicial, quando o Espírito de Deus veio habitar nos crentes reunidos naquele cenáculo. Portanto ela não poderia ter existido nos tempos do Antigo Testamento, nem poderia ter existido nos dias do ministério terreno do Senhor. Os quatro pontos seguintes provam isso:

o   O MINISTÉRIO DE CRISTO - Nos dias do ministério terreno do Senhor, Ele ensinou aos Seus discípulos que Ele iria edificar a Igreja em algum momento futuro. Ele disse: “Sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja” (Mat. 16:18). Claramente, ela não existia naquele tempo.

o   A MORTE DE CRISTO – Efésios 2:14-16 afirma que uma das coisas que caracterizam a Igreja é que “o muro de separação” entre crentes judeus e gentios foi derrubado e que a “inimizade” que existia entre eles foi desfeita. Isso, diz Paulo, foi feito na morte de Cristo “na cruz”, significando que a Igreja não poderia ter existido antes de Cristo morrer.

o   A RESSURREIÇÃO E ASCENSÃO DE CRISTO – Efésios 1:20-23 e Colossenses 1:18 indicam que, antes que a Igreja pudesse ser trazida à existência, Cristo, que estava destinado a ser a sua cabeça, deveria ressuscitar dos mortos e subir ao céu (João 7:39).

o   O ENVIO DO ESPÍRITO SANTO POR CRISTO - 1 Coríntios 12:13 afirma que a Igreja foi formada pela vinda do Espírito Santo para habitar neste novo grupo de crentes. Isso não aconteceu até o Pentecostes.

       A Igreja pode ser vista nas Escrituras em pelo menos doze figuras diferentes, que descrevem seus vários aspectos. Elas são:

o   UM CORPO - a unidade que existe entre os membros (Rom. 12:4-5, Ef 4:1-16).
o   UMA CASA - o testemunho público do caráter de Deus (1 Tim. 3:14-16; 1 Pedro 2:5-9).
o   UM TEMPLO – o lugar da santa morada do Senhor (Sl 93:5; 1 Cor. 3:16-17, Ef 2:21).
o   UM REBANHO - o divino Centro de reunião (Cristo) (João 10:16; Atos 20:28; 1 ​​Pedro 5:2).
o   UMA NOIVA – o amor e afeição de Cristo por ela (Ef 5:26-31; Ap 19:7-9; 21:2, 9).
o   UMA ESPOSA - herdeiros da herança (Rom 8:17; Ap 19:7-9; 21:9).
o   UM TESOURO - a preciosidade de cada indivíduo para Cristo (Mat. 13:44).
o   UMA PÉROLA – seu valor e beleza coletiva para Cristo (Mat. 13:45-46).
o   UMA LAVOURA – seu serviço (1 Cor. 3:5-9).
o   UMA POUSADA- seu amor e cuidado por outros (Lucas 10:30-37).
o   UM CASTIÇAL – testemunho e privilégios da assembleia local (Ap 1:12, 20:3:22).

o   UMA CIDADE – sua administração no mundo por vir (Ap 21:9-22:5)


sábado, 15 de outubro de 2016

INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO


Conhecer o significado dos termos da Escritura é essencial para entender a revelação divina que Deus colocou em nossas mãos - a Bíblia. Sem uma compreensão básica destes termos e expressões doutrinais, iremos certamente perder o que Deus deseja que aprendamos com a Sua Palavra.
Olhando para a Cristandade como um todo, parece que a exatidão doutrinal não é considerada como de suma importância pela maioria dos Cristãos. Como resultado, muitos deles não têm aplicado tempo necessário para familiarizarem-se com os significados dos termos e expressões nas Escrituras. Isso os deixou com falta de inteligência quanto a estas coisas. Comparativamente hoje há poucos que estão "fundados e firmes" e "confirmados na fé" (Cl 1:23; 2:7), e muitos estão sendo "jogados de um para outro lado e levados ao redor por todos os ventos de doutrina" (Ef 4:14 –Trad. Bras.) como consequência disto.
Um dos problemas entre aqueles que têm interesse em conhecer o significado dos termos da Escritura é que eles tentam entendê-los por meio do uso e de significados modernos das palavras no nosso idioma. Parece que eles não compreendem que a Bíblia se interpreta por si mesma. Assim sendo, como regra geral, quando procuramos compreender um determinado termo, temos de olhar para dentro das capas do próprio Livro para aprender como Deus usa esse termo, a fim de entender qual o seu significado em determinada passagem.
Outra coisa comum é a "homogeneização" dos termos da Escritura. Muitos termos são generalizados e assumidos como sendo sinônimos quando eles não são. Infelizmente, muito tem sido perdido por manejar a Palavra de Deus desta maneira. Deus, porém, não é redundante quando faz uso dos termos. Se Ele usa uma palavra diferente em uma passagem, é porque há um significado diferente que está sendo transmitido.
Percebendo a necessidade entre os Cristãos de entendimento destes termos na Escritura, vários livros foram produzidos por vários autores, em um esforço para ajudar as pessoas a compreender melhor suas Bíblias. Isso é louvável. No entanto, na maioria desses esforços, os próprios escritores não tinham claras para si mesmos muitas das doutrinas das Escrituras, e aquilo que eles têm apresentado, em muitos casos, tem causado confusão. Comentando sobre este dilema, F.B. Hole disse, "o ensinamento Cristão... com demasiada frequência tem se aproveitado de termos usados na revelação de Deus, a Bíblia, e, então, após tê-los esvaziado do seu significado bíblico, encheu-os novamente com outro significado para atender aos seus próprios interesses "(Epístolas de Paulo, vol. 2. págs. 100-101). Portanto, se nos basearmos nas explicações que estão sendo ensinadas na Cristandade, poderemos não obter a verdade.
Uma vez que existem divergências entre os ensinadores Cristãos  quanto ao significado destes termos doutrinais da Escritura, uma boa pergunta a se fazer é: "Qual autor ou livro uma pessoa deve ler para garantir que ela esteja adquirindo a verdade?" É nossa convicção de que Cristãos que procuram a verdade em sua forma mais pura (com o máximo de exatidão) devem se aproximar, o tanto quanto possível, dos ensinamentos daqueles que estiveram ligados com o movimento de Deus para recuperar muita verdade nos anos 1800. Esses seriam homens espirituais e de discernimento, tais como: J.N. Darby, J.G. Bellett, G.V. Wigram, C.H. Mackintosh, W. Kelly, F.G. Patterson, F.W. Grant, C. Stanley, A.P. Cecil, E. Dennett, T.B. Baines, A. Miller, W. Scott, J.A. Trench, W.T. Turpin, W.W. Fereday, H.H. Snell, W.J. Hocking, W.T.P. Wolston, S. Ridout, H. Smith, etc. Esses homens estavam mais próximos da fonte, quando Deus a abriu novamente e trouxe de volta à Igreja muitas preciosas verdades que haviam sido perdidas por séculos. Como resultado, seus escritos apresentam a verdade com um brilho inigualável. Grande parte do trabalho de desfazer as ideias errôneas que têm permanecido no mundo Cristão há anos, tem sido feita para nós por esses homens.
O objetivo deste livro é ajudar os crentes no Senhor Jesus Cristo a compreender melhor a revelação divina da verdade Cristã, fornecendo uma versão condensada da verdade doutrinária que foi recuperada nos anos de 1800. Não é, de maneira alguma, uma exposição exaustiva do que foi trazido à tona naquele momento, mas acreditamos que o que é apresentado neste livro é uma exposição clara e precisa do que esses homens sustentavam e ensinavam. A nossa preocupação do começo ao fim tem sido a de apresentar a verdade em uma linguagem que nossa geração atual possa entender, e, ao mesmo tempo, não perder nada da sua profundidade.
É nossa convicção de que cada Cristão precisa aplicar um tempo para aprender o significado dos termos e expressões doutrinais das Escrituras, de modo a garantir uma sã compreensão da verdade transmitida na Palavra de Deus. Não podemos reter "a palavra fiel" (Tito 1:9), se não sabemos o seu significado! A boa notícia é que não precisamos nos matricular em uma escola bíblica ou um seminário para aprender essas coisas. Um livro simples, como este próprio volume, pode servir a esse propósito. Acreditamos que uma compreensão inteligente da revelação divina irá aumentar nossa apreciação pela verdade e pelo próprio Senhor e Sua obra consumada na cruz. Ele também irá nos ajudar a ordenar nossas vidas na Terra de forma prática e mais de perto da mente e da vontade de Deus.

Acreditamos que este manual vai ajudar o crente em seu estudo das Escrituras, e, portanto, pode ser usado como um companheiro da Bíblia.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

UNÇÃO DO ESPÍRITO

UNÇÃO DO ESPÍRITO - Este é um aspecto da habitação do Espírito Santo – O qual o crente recebe quando crê no evangelho - que lhe dá o poder para andar no caminho da fé e a capacidade de discernir entre a verdade e o erro (2 Cor 1:21; 1 João 2:20, 27).
A habitação do Espírito é uma bênção exclusivamente Cristã. Os santos do Antigo Testamento tinham o Espírito vindo sobre eles para executar ações divinas, mas o Espírito de Deus não morava neles como Ele faz com os Cristãos. De fato, os Cristãos têm a presença do Espírito em ambos os sentidos (João 14:16; Atos 2:1-4). A diferença pode ser ilustrada entre um barco a motor e um veleiro. Um deles tem sua fonte de energia vinda de dentro e o outro obtém sua energia vinda de fora - o vento. Os santos do Antigo Testamento eram como o veleiro, “movidos pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1:21), quando o Espírito vinha sobre eles. Mas, como o vento que sopra, isto era ocasional. Aqueles salvos hoje, nestes tempos Cristãos, têm Sua presença divina dentro deles o tempo todo. Como o barco a motor, eles são “guiados pelo Espírito” (Rom. 8:14), e isso depende de o crente se render ao controle do Espírito que habita nele. Isto tem a ver com o estar “cheio do Espírito” (Ef. 5:18). (Veja Cheios do Espírito.)

A unção do Espírito de Deus foi dada ao Senhor Jesus com a finalidade de investir Seu ministério de poder. A Escritura diz: “Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude (poder); O qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo”.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

SÉCULO

SÉCULO - Um termo que se refere a uma época ou período de tempo cujo curso já aconteceu, ou está acontecendo, ou ainda acontecerá na Terra. Esses períodos são referidos como “tempos dos séculos” (2 Tim 1:9; Tt 1:2).
O Senhor falou de dois séculos em especial em Seu ministério aqui na Terra: “o presente século” e “o século futuro” (Mt 12:32). O “presente século” é o período mosaico, que começou no monte Sinai com a entrega da Lei, e estava em curso na primeira vinda do Senhor. Quando Ele foi rejeitado e expulso deste mundo, este “século” recebeu uma nova denominação e agora é chamado de o “presente século mau” (Gál. 1:4). Isso se refere aos "príncipes deste mundo" que cometeram o maior de todos os pecados - a crucificação do Senhor da glória (1 Cor 2:6,8). O “século futuro” é o Milênio, o reinado público de 1.000 anos de Cristo, que ainda está por vir nos caminhos de Deus (Mc 10:30; Ef 1:21; Hb 2:5; 6:5; Ap 20:4). Houve “outros séculos” antes do período mosaico, que já terminaram o seu curso, como Paulo indica em Efésios 3:5 - tais como: o período antediluviano, o período patriarcal, etc.
Alguns têm pensado que o presente chamamento de Deus pelo evangelho interrompeu o período mosaico e que ele não vai recomeçar até algum dia futuro, mas isso não é verdade. O período mosaico ainda está tendo seu curso na Terra hoje. A vinda do Espírito Santo e a introdução do Cristianismo não fez com que ele acabasse como também não iniciou um novo período. Entretanto, embora o período mosaico não esteja suspenso, o vínculo formal de Deus com Israel, como nação, está suspenso. Aqueles que creem no evangelho pregado hoje são chamados de entre os judeus e de entre os gentios para fazerem parte da Igreja de Deus. Eles são livrados “do presente século mau” e, posicionalmente, não fazem mais parte dele (Gál 1:4). A Igreja, portanto, não tem nenhuma ligação com a Terra e os períodos de tempo. Por isso, falar deste tempo presente, quando o evangelho da graça de Deus está sendo pregado no mundo, como o “período da Igreja” não é doutrinariamente correto. Os Cristãos ainda devem andar neste presente século mau, mas, posicionalmente, eles não fazem parte dele. E é triste dizer mas alguns Cristãos de hoje estão deixando sua firmeza em seguir a Cristo e estão amando o “presente século” e, como resultado, estão se estabelecendo no mundo. Demas é um exemplo (2 Tim 4:10).

Este presente século está sob o controle de Satanás, que é o seu deus e príncipe (2 Cor 4:4; Ef 2:2), e está avançando em direção ao julgamento. Sabemos pelas Escrituras proféticas que há pelo menos mais sete anos restantes, que terão seu início depois que a Igreja for chamada para o céu no arrebatamento. Esses sete anos correspondem à septuagésima semana de Daniel (Dan 9:27). Este século irá se encerrar no aparecimento de Cristo, que é chamado, “o fim do mundo” (Mat. 13:39-40, 49; 24:3; 28:20). Naquele tempo o Senhor trará “o século futuro”, - o Milênio (Mt 12:32; Mc 10:30; Ef 1:21; Heb 2:5; 6:5). Quando o Milênio tiver transcorrido o seu curso de 1.000 anos, o Estado Eterno começará (Ap 21:1-8). A Escritura chama isso de “os séculos dos séculos” (Gál 1:5; Ef 2:7; 3:21; 1 Tim 1:17, 1 Pedro 5:11; Ap 5:13; 22:5) . Tecnicamente falando, não é na verdade um período, porque os períodos têm a ver com o tempo, e não há tempo na eternidade.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

ADVOCACIA

ADVOCACIA - Esta é uma das duas funções as quais constituem a atual obra do Senhor nas alturas em favor do Seu povo – Seu sacerdócio e Sua advocacia. Ambas têm a ver com a Sua "intercessão" por nós, mas de maneiras diferentes (Rom. 8:34).

o  Sua intercessão como um Sacerdote é para a manutenção de Seu povo no caminho da fé, para que eles não venham a falhar.
o  Sua intercessão como um Advogado é para Seu povo quando eles falham.

Advocacia refere-se "àquele que assume a causa de outro". Nas Escrituras, ela é aplicada ao Senhor (1 João 2:1) e também ao Espírito Santo (traduzido como "Consolador" em João 14:16, 26; 15:26; 16:7). A advocacia do Senhor tem a ver com a Sua obra em restaurar crentes à comunhão com Deus.
O pecado interrompe a comunhão do crente com Deus; arrependimento e confissão o restaura à comunhão com Deus (1 João 1:9). O problema é que, se nós falhamos e ficamos num caminho longe do Senhor, não temos poder para restaurar-nos a nós mesmos - tal é o efeito do pecado na vida de um crente. Se deixados sozinhos, nunca voltaríamos para Deus em arrependimento e confissão. Daí vem a necessidade da obra de Cristo como nosso Advogado. Existem quatro coisas envolvidas na advocacia do Senhor:

1.       ELE INTERCEDE POR NÓS (Lucas 22:31). Ele vai ao Pai e intercede por nossa restauração. Ao mesmo tempo, Ele mantém a nossa causa diante de Deus contra as acusações do diabo em relação aos pecados envolvidos com a nossa falha (Ap 12:10). Ele faz isso com base em Ele haver feito "propiciação pelos nossos pecados" (1 João 2:2). Ele, por assim dizer, aponta para o sangue e diz: "Eu paguei por esses pecados." Assim, nossa restauração está fundada sobre o que Cristo realizou na cruz.

2.       ELE DIRIGE O ESPÍRITO DE DEUS PARA FAZER COM QUE A PALAVRA DE DEUS CAUSE UM EFEITO EM NOSSA CONSCIÊNCIA (Lc 22:61). O Espírito de Deus vai falar sobre o nosso estado e nossa conduta pecaminosa e vai nos ocupar com nossa falha até que nós a encaremos e nos arrependamos. Ele usará a Palavra de Deus para quebrar nossos corações endurecidos pelo pecado (Jer 23:29). Ele pode trazer um verso à mente - seja por ouvir, ler ou lembrar-se dele - que irá falar com a nossa consciência. Assim, a Palavra de Deus tem parte na restauração de nossas almas (Sl. 19:7; Sl 119:9).

3.       ELE PROVIDENCIALMENTE APLICA DISCIPLINA SANTA EM NOSSAS VIDAS (1 Pedro 3:12). O Pai vai trabalhar para este fim também (1 Pedro 1:16-17). Todas as Suas ações em nosso favor, se baseiam em Seu amor por nós (Heb. 12:5-11). Seu amor é tal que Ele vai até mesmo usar algum tipo de problema (sofrimento, doença, tristeza, etc.) em nossas vidas para chamar nossa atenção e nos corrigir (Jó 33:14-22).

4.       ELE VAI MOTIVAR NOSSOS IRMÃOS, E ELES VIRÃO A NÓS PARA NOS RESTAURAR (Gál. 6:1; Tg 5:19-20). Um irmão ou uma irmã podem nos falar sobre o nosso andar, e isso pode ser usado pelo Senhor para nos fazer voltar.

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Longe esteja o pensamento que um crente pudesse ser achado pecando, porque isso é uma aberração no Cristianismo. Mas se pecar, 1 João 2:1-2 nos diz que a advocacia de Cristo entra em ação imediatamente. Ele diz: "se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo." Nota: Aqui não diz, "Se alguém se volta para Deus e confessa seus pecados, o Senhor age por ele como seu Advogado." Isto significaria dizer que Sua defesa começa a agir quando o crente se volta para Deus em arrependimento. No entanto, o Senhor não espera que nós nos voltemos para Deus em arrependimento, porque Ele sabe que se formos deixados sozinhos, isso nunca iria acontecer. A verdade é que o crente que falha se volta para Deus e confessa seus pecados, porque a obra de Cristo, como nosso Advogado, está em operação.
J.N. Darby disse: "Alguns dizem que temos de usar a advocacia de Cristo, mas não é assim. Cristo é que a usa para nós. Por que eu me volto a Deus quando eu falho? É porque Ele usa a Sua advocacia, e nova graça é aplicada – nova graça opera em minha mente. Não há nada em nós que nos traga de volta a Deus, apenas a nova graça trabalhando em nossa consciência. Por isso, diz-se: “se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai”. Não é "se alguém se arrepender” (Nine Lectures on First John, pg 16). Em outra ocasião, perguntaram ao Sr. Darby: "Quando é que o Senhor age como um Advogado? É quando um santo peca? Resposta: “A Palavra não diz, se alguém se arrepender e confessar; mas, se alguém pecar, temos um Advogado. E foi retrucado: “Então nada começa com a gente?”. Resposta: “Nada a não ser o pecado que eu conhecia. E a confissão é o efeito da advocacia" (Notes and Jotting, pg. 6).
Assim, a advocacia de Cristo não funciona como um advogado moderno, com o qual é erroneamente comparado. O advogado moderno vai trabalhar para o seu cliente quando seu cliente solicita sua ajuda, mas a advocacia de Cristo entra em ação antes de o crente que falhou solicite a ajuda restauradora do Senhor. Tudo isso destaca a fidelidade do nosso Deus em restaurar Seu povo errante. Ele tem ciúmes de nossas afeições e não vai permitir que continuemos nos caminhos da injustiça para sempre. Ele pode nos permitir provar o fruto de nossos caminhos por um tempo (Prov. 14:14), porque a vontade da carne precisa ser quebrada no crente desobediente, mas, custe o que custar, Ele vai trazer aquele que caiu de volta (Sl. 23:3 – “Restaura minha alma” – J.N.Darby). Muitas vezes isso não ocorre até que a pessoa esteja em seu leito morte.

A intercessão de Cristo como nosso Advogado não deve ser confundida com a Sua intercessão como nosso Sumo Sacerdote. Ambas se referem ao Seu presente serviço nas alturas, mas elas são diferentes. O sacerdócio de Cristo é para sustentar o santo a fim de que ele não peque (Heb 4:14-16; 7:25-26); Sua advocacia é para restaurar um santo - se for necessário - porque ele pecou. O sacerdócio é com Deus (Heb 2:17; 5:1; 7:25; 1 Pedro 2:5) e a advocacia, com o Pai (1 João 2:1). O sacerdócio de Cristo tem a ver com a contínua intercessão enquanto que Sua intercessão como nosso Advogado é apenas exercida quando necessário. (Veja O Sacerdócio de Cristo.)

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

ACEITAÇÃO

ACEITAÇÃO – “Aceito” é um termo que se refere aos crentes no Senhor Jesus Cristo sendo "trazidos em favor" com Deus, por receber a Cristo como seu Salvador (Rom 5:2; Ef 1:6 - J. N. Darby). Como resultado, eles têm uma nova posição diante de Deus em Cristo, que está além do alcance do julgamento eterno.
Para compreender corretamente a aceitação do Cristão, é necessário entender primeiro a aceitação de Cristo, pois eles são um e o mesmo. Não só a obra de expiação de Cristo foi aceita por Deus como aquilo que satisfez as exigências da justiça divina, mas o próprio Cristo foi aceito diante de Deus. Isto é testemunhado na Sua ressurreição e ascensão (1 Tim. 3:16). Deus O assentou no lugar mais alto no céu - à Sua mão direita (Ef 1:20-21; Fp 2:9-11). Ele está lá agora como um Homem glorificado com todo o favor de Deus repousando sobre Ele. A maravilha deste grande fato é que a Bíblia afirma que os crentes no Senhor Jesus estão "em Cristo" (João 14:20; Rom 8:1; 1 Cor 1:30; 2 Cor 5:17, etc.). Esta é uma expressão técnica usada nas epístolas de Paulo, para indicar que o crente está no lugar de Cristo diante de Deus. Assim, a medida da Sua aceitação é a nossa! Nós somos aceitos “no Amado" (Ef 1:6). O Apóstolo João afirma esta mesma grande verdade: "como Ele é (aceito perante Deus no céu), nós somos também neste mundo" (1 João 4:17 - TB).
A Escritura indica que aqueles com fé que não tiveram o privilégio de ouvir o evangelho da graça de Deus, e que, portanto, não fazem parte da Igreja de Deus, são aceitos "com" Ele (Atos 10:35). Dos Cristãos, por outro lado, é dito serem aceitos nEle (Ef 1:6). Isso indica uma relação mais próxima com o Senhor, resultante de serem habitados pelo Espírito de Deus.


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

APRESENTAÇÃO E ÍNDICE

APRESENTAÇÃO



A incumbência de disponibilizar um livro deste gênero tem sido o de fornecer aos Cristãos aquilo que acreditamos ser uma representação precisa das várias verdades doutrinais que foram recuperadas nos anos de 1800. O desafio tem sido o de expor a verdade de uma forma simples e concisa para que a geração atual possa compreendê-la, mas, ao mesmo tempo, ter a certeza de que a sua profundidade não seja de alguma forma perdida.
Não há a intenção de fazer desse livro um dicionário bíblico, embora ele esteja disposto em ordem alfabética como um dicionário. Portanto, ele não tem vocábulos referentes a pessoas, lugares e coisas. Mesmo assim, ele contém cerca de 150 termos e expressões doutrinárias do Novo Testamento, e poderia ser classificado como um Manual Bíblico.
Tendo agora concluído este trabalho, nós o encomendamos às mãos do Senhor, e confiamos que Ele vai usá-lo para edificar os santos na santíssima fé (Judas 20).

Fevereiro de 2016


ÍNDICE


Abominação da Desolação, A
Aceitação
Adoção
Advocacia
Século
Unção do Espírito
Aparecimento de Cristo (ver Arrebatamento)
Apostasia
Assembleia (Igreja)
Certeza
Expiação
Retrocesso (ou Reincidência)
Batismo
Batismo do Espírito Santo
Blasfêmia contra o Espírito Santo
Bênção
Sangue de Cristo, O
Corpo de Cristo, O
Novo Nascimento
Compra (Aquisição)
Arraial, O
Igreja (veja Assembleia)
Circuncisão
Limpeza (Lavagem)
Companhia (ver Comunhão)
Concisão, A
Condenação
Confissão
Consciência
Consagração
Conversão
Diácono (veja Cargo)
Dia de Cristo, O
Dia de Deus, O
Dia do Senhor, O
Morte
Deidade
Libertação
Discipulado
Disciplina
Dispensações
Divisões (ver Heresia e Cisma)
Penhor do Espírito, O
Ancião (veja Cargo)
Eleitos (Escolhido)
Perdição Eterna
Vida Eterna
Segurança Eterna do Crente, A
Filho Eterno, O
Estado Eterno, O
Expiação (ver Perdão)
Comunhão
Cheio do Espírito
Primeiro Homem, O
Primogênito
Carne, A (Velha Natureza)
Presciência
Perdão (Remissão)
Livre-arbítrio, O
Plenitude dos Gentios, A
Reunidos para o Nome do Senhor
Dom
Glória
Evangelho, O
Governo de Deus, O
Graça
Hades
Cabeça (Autoridade) de Cristo, A
Céu
Inferno
Heresia
Esperança
Casa de Deus, A
Imagem e Semelhança
Imortalidade e Incorruptibilidade
Imutabilidade

Em Cristo e Cristo em Você
Encarnação de Cristo, A
Indignação, A
Herança, A
Estado Intermediário, O
Israel de Deus, O
Julgamento
Tribunal de Cristo (ver Julgamento das Obras do Crente)
Justificação
Reino, O
Lago de Fogo, O (veja inferno)
Últimos Dias, Os
Senhorio de Cristo, O
Vinda do Senhor, A (veja Arrebatamento e Manifestação)
Mesa do Senhor e Ceia do Senhor, A
Misericórdia e Misericórdias
Milênio, O
Ministério
Mistérios, Os
Nascer de Novo (veja Novo Nascimento)
Nova Criação
Novo Homem, O
Cargo
Velho Homem, O
Unigênito
Presbítero (veja Cargo)
Paraíso (ver Hades e Estado Intermediário)
Pastor (ver Ministério)
Paz
Perfeição
Predestinação
Sacerdócio dos Crentes, O
Sacerdócio de Cristo, O
Profecia
Terra Profética, A
Propiciação (ver Perdão)
Aquisição (veja Compra)
Propósito e Conselho de Deus, O
Extinguir e Entristecer o Espírito
Vivificação (veja Novo Nascimento)
Resgate
Arrebatamento e a Manifestação, O
Reconciliação
Redenção
Regeneração
Remissão (ver Perdão)
Remanescente, O
Arrependimento
Restauração de Todas as Coisas, A
Ressurreição
Justiça de Deus, A
Santos e Pecadores
Salvação
Santificação
Cisma (Divisão)
Selado com o Espírito Santo
Separação
Humanidade de Cristo sem Pecado, A
Pecados e Pecado
Sono
Filiação (ver Adoção)
Posição e Estado
Substituição (ver Advocacia)
Sofrimentos de Cristo, Os
Tempos dos Gentios, Os
Tempos de Refrigério, Os
Tribulação, A Grande
Unção do Espírito, A (ver Unção)
Unidade do Espírito, A
Lavado (Limpar)
Mundo, O
Mundo Vindouro, O